28.7.09

A Noite

Hoje a Noite está tão incrível que,

eu pararia o tempo, com minha máquina fotográfica,
movida a bons sentimentos, e iria atrás de todas as imagens que eu não vi..

Hoje a noite, eu aprenderia a dirigir! Melhor! Aprenderia a voar!
E voaria para o lugar mais longe que pudesse não conhecer, deixaria aqui todas as minhas dúvidas para sobrar espaço, exclusivamente, para as minhas certezas..

Por que hoje, a Noite...

22.7.09

Café amargo de Memórias

Já pela meia noite se passa esta cena, não tenho sono nem pena dos meus olhos cansados observando a luz fraca de um abajur no canto de um balcão imundo.

Meu café amargo ainda tem o gosto do beijo dela e tudo que eu quero é que esse café me dê ressaca na manhã seguinte para esquecer o dia terrível que tive.

Eu não consigo tirar as imagens fortes por detrás das minhas pálpebras nos momentos em que não estou em transe observando a dançarina da boate.

O corpo dela dança incandescente, intensamente, mas a luz por trás de seu corpo me apresenta uma silhueta negra, mesmo assim eu fito seus olhos entre um trago e outro e nesses curtos momentos eu vejo a presença de uma força, que, em forma de desejo me trás lembranças de momentos onde eu tive de usá-la para sobreviver a mim mesmo.

Não me refiro a um confronto físico, eu me refiro a confrontos psicológicos, nos torna loucos, sou meu pior adversário. Sempre me refiro a estes mesmos momentos que atormentam minhas pálpebras como uma batalha contra a loucura.

O dia de hoje não será esquecido, a batalha de hoje nunca cessará, seus capítulos ocorrem entre meus súbitos de fraqueza e só o gosto amargo daquele café me traz de volta da escuridão, dos meus pensamentos, e sobre a luz fraca desse bar eu só penso em tomar outro banho de chuva sobre o luar e me secar em um abraço doce daquela que me enfeitiça e tira minhas noites de sono com o sorriso raro escondido na timidez.

Já é tarde, preciso ir pra casa e curtir meus últimos lamentos com a loucura, sem nunca dizer adeus...