30.6.09

Eu quero mudar meu país

"Eu queria mudar meu país. Queria que o vestibular fosse justo, que o imposto fosse bem utilizado, que os políticos parassem de fingir que não roubam e que a população parasse de fingir que não sabe. Na verdade eu queria mesmo tudo aquilo que eu vejo nos livros de história, daquela época em que existiam pessoas corajosas. Queria sair nas ruas com centenas de estudantes e exigir tudo isso de quem foi eleito com esperanças de uma vida melhor. Queria que a saúde e a educação estivessem ao alcance de todos, que pessoas parassem de se espremer em favelas porcas e tivessem casas de alvenaria, que ninguém precisasse ter uma fome maior do que aquela básica entre o almoço e o jantar."

Texto de Verônica H.

Procurei no google por: "Eu Quero mudar meu país". Achei um site de pensamentos com esse pensamento de alguém que quer (queria?) o mesmo que eu...

2.6.09

Contra o Destino

Eu me vejo caindo na noite, despencando do penhasco de medos que eu mesmo criei.
A minha volta o ar gélido noturno mostra que dessa vez eu não tenho chances.
Tempo depois eu estou mergulhando uns 10 metros em um oceano denso,
o calor do meu corpo é sugado quase tão rápido quanto o ar em meus pulmões e junto vão todas as minhas invenções.
As minhas armas, que me mantém como eu sou, agora não passam de cacos e eu os vejo sumirem no infinito mar sob meus pés.
O silêncio ocupa toda a minha mente. Eu já não posso me mover.
Os segundos já se transformam em horas, algo explode meu coração, eu não consigo gritar,
mas esse impulso me lança á superfície, e novamente essa força explode em uma longa inspiração.
Eu inspiro.
É como nascer de novo, mas dessa vez já sei o quão difícil é o mundo e eu prefiro voltar ao silêncio absoluto do oceano.
Prefiro evitar, todos aqueles olhares, infinitos, que me fitam.

Contra o destino eu sei, é evitar nossos medos.
Contra o destino eu sei, é mais fácil fecharmos os olhos.

Eu já tentei não ser assim, já tentei acreditar naquilo que eu ouvia.
Eu já provei que ser forte é mais difícil do que parece.
Eu não sou forte.
Agora eu me vejo longe de mim mesmo, meu corpo é um borrão pequeno demais,
já não sinto vento frio no meu rosto.
Apenas mais um borrão em um oceano sem margens.
Perdido na minha própria mente, cercado pelos meus erros, tentando ir contra o destino

Eu sei, é simplesmente evitar nossos medos.
Contra o destino eu sei, é mais fácil fecharmos os olhos.

Agora eu não quero aceitar destino algum, quero ser dono da minha dor, ser senhor dos meus medos, e ver minha luz brilhar.
Agora eu quero algo explodindo meu coração, quero encher meus pulmões e ver do alto um borrão, que não sou eu, em um oceano que não é meu...